| Cabo Frio |
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HISTÓRIA DE CABO FRIO A ocupação humana das terras onde viria se estabelecer a cidade de Cabo Frio teve início há mais ou menos seis mil anos, por famílias vinda em canoas pelo mar. Estabelecendo-se na atual barra da Lagoa de Araruama e à margem do Canal do Itajuru.Conforme as evidências arqueológicas encontradas nesse 'sambaquí', mostram que o grupo nômade dispunha de tecnologia rudimentar e baseava-se numa economia de coleta, pesca e caça, onde os moluscos representavam quase todo o resultado do esforço para fins de alimentação e adorno. Há mais de 1.500 anos, os tupinambás começaram a conquista do litoral da região.Os restos arqueológicos das aldeias evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular a Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás.A vegetação de restingas e mangues da orla marítima ofereciam excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda a horticultura de várias expécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca no cardápio e ao domínio das técnicas de cerâmica. Os tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como Gecay, único tempero da cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria se estabelecer a Cidade de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentavam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajuru, próxima do morro de mesmo nome, a única forma confiável de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.O atual Morro da Guia, acha-se o sítio mais importante da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-histórico: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajuru ("bocas de pedra" em tupi-guarani). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, os índios contavam suas histórias. Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro, sofreu naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 ‘cristãos’ uma fortaleza feitoria para extração do pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da ‘nova terra descoberta’ e deu início a conquista no continente americano, em função das ‘muitas desordens e desavenças que entre eles’ foi destruído pelos índios tupinambás em 1526. Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste.A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A 'Casa de Pedra' cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciando com a fortaleza de Villegaignon no Rio de Janeiro, um ano antes. BibliografiaCerca de 4.000 anos atrás, grupos nômades já nos visitavam, em busca de alimentação junto ao mar. Mais tarde, aproximadamente 2.500 anos, se estabelecem os índios Tamoios. A primeira feitoria portuguesa foi instalada em 1503, pelo navegador Florentino Américo Vespucio, em expedição comandada por Gonçalo Coelho. A existência abundante de pau-brasil em nossa região e o desguarnecimento do litoral, contribuíram para o local ser constantemente visitado por aventureiros e piratas portugueses, franceses, holandeses e ingleses que contrabandeavam o pau-brasil, com a ajuda dos índios. Pode-se dizer que aí começa o ciclo do pau-brasil. Constantino Menelau, nono governador do Rio de Janeiro, veio a Cabo Frio, no dia 10 de outubro de 1615, com o objetivo de expulsar definitivamente os Franceses após, ter recebido ordem de Felipe II, da Espanha, então rei de Portugal, para fundar a povoação de Cabo Frio, o que fez a 13 de novembro do mesmo ano, dando-lhe o nome de Santa Helena, construindo uma capela em homenagem à santa. Em 1616, para consolidar a ocupação militar de Cabo Frio, Estevão Gomes, nomeado governador, mandou construir o Forte São Mateus, só terminado em 1620. Livre da ação dos aventureiros e com a dominação dos Goitacas que ocuparam a região após o extermínio dos Tamoios, a cidade fundada por Menelau, começa a atrair colonos e as terras passam a ser cultivadas sem maiores problemas.A economia baseava-se na pesca e agricultura e mais tarde no sal que na década de 50 foi substituído pela atividade turística. Considerada hoje capital da Costa do Sol, Cabo Frio atrai não só visitantes brasileiros como estrangeiros, que se encantam com seu passado histórico, seus dias ensolarados, seu clima aprazível e suas praias de águas claras e dunas de areias brancas e finas. Forte São Matheus Construído pelos portugueses entre 1616 e 1620 com o objetivo de defender a costa contra franceses, ingleses e holandeses ávidos pela imensa quantidade de Pau-Brasil que havia na região. Os canhões, utilizados nas inúmeras batalhas, ainda se encontram voltados para o mar, como se estivessem prontos para defender a cidade de novos ataques. Bairro da Passagem O bairro da Passagem ainda mantém características da época da fundação da cidade, pois ai surgiram as primeiras construções. Suas riquezas arquitetônicas e históricas transformaram o local em um interessante ponto turístico. Um belo passeio é caminhar pelas ruas estreitas e ainda com calçamento antigo, para se poder apreciar a beleza das construções antigas, as casas em estilo colonial do século passado, com suas janelinhas baixas, lampiões, todas tombadas pelo Patrimônio Histórico. Algumas destas casas ainda conservam as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas. A Passagem tornou-se uma vila de pescadores, após o núcleo urbano da cidade ter sido transferido para o Centro. Igreja de São Benedito Localizada no bairro da Passagem, A igreja foi construída em 1701 com o objetivo de realizar missas para os negros, pois a discriminação racial era ainda bem forte na época. Capela Nossa Senhora da Guia Construída pelos padres franciscanos em 1740, esta pequena capela situada no alto do Morro da Guia oferece uma belíssima vista da cidade e é cercada de “lendas”. Conforme a lenda, havia um altar para a imagem de Nossa Senhora da Guia no Convento Nossa Senhora dos Anjos, que fica bem no pé do Morro da Guia. Porém quando colocada neste altar, no dia seguinte, pela manhã, aparecia sempre no alto do morro. Era, então, levada para baixo e recolocada no Altar, e novamente ao amanhecer aparecia a imagem no alto do morro. Após algumas tentativas frustradas, resolveram construir a Capela de Nossa Senhora da Guia, exatamente no alto do morro, e foi colocada ali a imagem da Santa, fazendo assim a sua vontade. Rua dos Biquinis / Gamboa Shopping Uma das maiores atrações de Cabo Frio é sem dúvida a Rua dos Biquínis. E tirar férias sem fazer umas comprinhas... nem pensar. Não dá para sair de lá sem levar pelo menos uma peça do produto mais famoso da cidade: biquínis. Vale a pena ir só para passear, olhar as novidades e... comprar, claro. Mas não é só de biquíni que vive o shopping, lá você encontra de tudo em matéria de moda praia: cangas, sungas, maiôs, chapéus, bolsas de praia, bijuterias e também lojas de roupas descoladas que são o máximo. Detalhe: tem promoções o ano inteiro. Igreja Matriz de Nossa Senhora de Assunção O altar-mor, em estilo barroco, com detalhes em ouro, guarda a imagem da Padroeira esculpida em madeira. Esta imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada em 24/09/1721, por um pescador, numa grota de pedras, num lugar chamado “Taboleiro”. A imagem é feita de nogueira, medindo pouco mais de um palmo. Monumento do Anjo Caído Localizado no meio do Canal do Itajurú, no bairro do Portinho. O monumento leva este nome por apresentar na coluna que o sustenta uma inclinação, devido ao movimento e força das marés. O Anjo foi exculpido em pedra sobre uma coluna de 9 metros de altura, em homenagem a abertura do Canal Artificial Palmer, no início deste século. Charitas - Museu e Casa de Cultura José de Dome No prédio hoje encontra-se o Museu e Casa de Cultura José de Dome. Já foi orfanato, numa época em que crianças eram abandonadas com certa freqüência, havia ai uma roda onde eram colocados esses bebês, e retirados do outro lado, onde recebiam abrigo, alimentação e educação. Serviu também de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial. Construído em 1837, recebeu este nome Charitas ( pronuncia-se Cáritas) ou Casa de Caridade e é hoje, um espaço com atividades culturais permanentes. Promove oficinas, seminários e cursos durante todo o ano, além de apresentar espetáculos de teatro, música e dança. Ai se encontra também, em exposição permanente, a obra do artista plástico José de Dome, que viveu longo período em Cabo Frio. |
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